7.29.2010
2.02.2010
Nekrássov é o médium
"Quando ergui a tua alma caída
Das trevas da perdição
Com o calor da palavra amiga,
Em profunda dor e emoção
Tu maldisseste, torcendo as mãos,
O teu pecado, tua prisão.
Punindo a mente esquecida
Com a lembrança dolorosa,
Tu me contaste a tua história,
antes de mim acontecida.
Cobrindo o rosto com as mãos,
Cheia de vergonha e horror
Desabafaste chorando
De indignação e de dor.
Crê-me: ouvi com piedade,
Atento a cada palavra...
Tudo entendi, filha da desdita!
Tudo perdoei e esqueci.
Porque da dúvida secreta
És tu escrava perpétua?
Porque da opinião vazia
Da turba segues cativa?
Descrê do povo falso e vão,
Esquece tua insegurança.
Que tua alma vacilante
Não dê abrigo à opressão!
Em teu seio não acalentes
Da tristeza estéril a serpente,
E em minha casa, livre e orgulhosa,
Entra como legítima senhora!"
Das trevas da perdição
Com o calor da palavra amiga,
Em profunda dor e emoção
Tu maldisseste, torcendo as mãos,
O teu pecado, tua prisão.
Punindo a mente esquecida
Com a lembrança dolorosa,
Tu me contaste a tua história,
antes de mim acontecida.
Cobrindo o rosto com as mãos,
Cheia de vergonha e horror
Desabafaste chorando
De indignação e de dor.
Crê-me: ouvi com piedade,
Atento a cada palavra...
Tudo entendi, filha da desdita!
Tudo perdoei e esqueci.
Porque da dúvida secreta
És tu escrava perpétua?
Porque da opinião vazia
Da turba segues cativa?
Descrê do povo falso e vão,
Esquece tua insegurança.
Que tua alma vacilante
Não dê abrigo à opressão!
Em teu seio não acalentes
Da tristeza estéril a serpente,
E em minha casa, livre e orgulhosa,
Entra como legítima senhora!"
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