2.17.2008

exercer a ARTE de cor/tar o mal pela seMENTE...

[l.n.r.]

2.12.2008

- Você sempre faz essas coisas?
- De vez em quando. Depende do meu estado de espírito.
- Aposto que você tem muitos estados de espírito.
- Ah, centenas deles - reconheceu.
Riu sem emitir som.
- Eu deveria manter um arquivo. É difícil se lembrar de tamanha variedade.

quando se está na escuridão
qualquer vagalume é lampião

[l.n.r.]
estou me reconciliando com o meu passado e revendo as possibilidades da vida.

2.11.2008

Não vou me expor por qualquer motivo.
my me-ism sou eu e já é demais.
Não vou expor minha voz a menos que duas mãos se fechem sobre minha garganta.
Não vou usar as pontas dos meus dedos a menos que derramem tinta nelas, então brincarei de fazer formas na parede.
Não vou, n v. n. .

[l.n.r.]

Da vez primeira que me assassinaram
Perdi um jeito de sorrir que eu tinha...
Depois, de cada vez que me mataram,
Foram levando qualquer coisa minha...
E hoje, dos meus cadáveres, eu sou
O mais desnudo, o que não tem mais nada
Arde um toco de vela, amarelada...
Como o único bem que me ficou!
Vinde, corvos, chacais, ladrões da estrada!
Ah! Desta mão avaramente adunca,
Ninguém há de arrancar-me a luz sagrada!
Aves da Noite!
Asas do Horror!
Voejai!
Que a luz, trêmula e triste como um ai,
A luz da morte não se apaga nunca!

eu em palavras por Mário Quintana