Da vez primeira que me assassinaram
Perdi um jeito de sorrir que eu tinha...
Depois, de cada vez que me mataram,
Foram levando qualquer coisa minha...
E hoje, dos meus cadáveres, eu sou
O mais desnudo, o que não tem mais nada
Arde um toco de vela, amarelada...
Como o único bem que me ficou!
Vinde, corvos, chacais, ladrões da estrada!
Ah! Desta mão avaramente adunca,
Ninguém há de arrancar-me a luz sagrada!
Aves da Noite!
Asas do Horror!
Voejai!
Que a luz, trêmula e triste como um ai,
A luz da morte não se apaga nunca!
eu em palavras por Mário Quintana
2.11.2008
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Um comentário:
miss brown miss brown
Postar um comentário