6.28.2008
6.26.2008
6.25.2008
6.24.2008
sofremos
eu sofro
tu sofres
ele sofre
nós sofremos
vós sofreis
eles sofrem
t
a
l
v
e
z
por
coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.
(dadá de drummond)
tu sofres
ele sofre
nós sofremos
vós sofreis
eles sofrem
t
a
l
v
e
z
por
coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.
(dadá de drummond)
o homem, as viagens
O homem, bicho da Terra tão pequeno
Chateia-se na Terra
Lugar de muita miséria e pouca diversão,
Faz um foguete, uma cápsula, um módulo
Toca para a Lua
Desce cauteloso na Lua
Pisa na Lua
Planta bandeirola na Lua
Experimenta a Lua
Coloniza a Lua
Civiliza a Lua
Humaniza a Lua.
Lua humanizada: tão igual à Terra.
O homem chateia-se na Lua.
Vamos para Marte – ordena a suas máquinas.
Elas obedecem, o homem desce em Marte
Pisa em Marte
Experimenta
Coloniza
Civiliza
Humaniza Marte com engenho e arte.
Marte humanizado, que lugar quadrado.
Vamos a outra parte?
Claro – diz o engenho
Sofisticado e dócil.
Vamos a Vênus.
O homem põe o pé em Vênus,
Vê o visto – é isto?
Idem
Idem
Idem.
O homem funde a cuca se não for a Júpiter
Proclamar justiça junto com injustiça
Repetir a fossa
Repetir o inquieto
Repetitório.
Outros planetas restam para outras colônias.
O espaço todo vira Terra-a-terra.
O homem chega ao Sol ou dá uma volta
Só para tever?
Não vê que ele inventa
Roupa insiderável de viver no Sol.
Põe o pé e:
Mas que chato é o Sol, falso touro
Espanhol domado.
Restam outros sistemas fora
Do solar a colonizar.
Ao acabarem todos
Só resta ao homem
(estará equipado?)
a dificílima dangerosíssima viagem
de si a si mesmo:
Pôr o pé no chão
Do seu coração
Experimentar
Colonizar
Civilizar
Humanizar
O homem
Descobrindo em suas próprias inexploradas entranhas
A perene, insuspeitada alegria
De con-viver.
(drummond)
Chateia-se na Terra
Lugar de muita miséria e pouca diversão,
Faz um foguete, uma cápsula, um módulo
Toca para a Lua
Desce cauteloso na Lua
Pisa na Lua
Planta bandeirola na Lua
Experimenta a Lua
Coloniza a Lua
Civiliza a Lua
Humaniza a Lua.
Lua humanizada: tão igual à Terra.
O homem chateia-se na Lua.
Vamos para Marte – ordena a suas máquinas.
Elas obedecem, o homem desce em Marte
Pisa em Marte
Experimenta
Coloniza
Civiliza
Humaniza Marte com engenho e arte.
Marte humanizado, que lugar quadrado.
Vamos a outra parte?
Claro – diz o engenho
Sofisticado e dócil.
Vamos a Vênus.
O homem põe o pé em Vênus,
Vê o visto – é isto?
Idem
Idem
Idem.
O homem funde a cuca se não for a Júpiter
Proclamar justiça junto com injustiça
Repetir a fossa
Repetir o inquieto
Repetitório.
Outros planetas restam para outras colônias.
O espaço todo vira Terra-a-terra.
O homem chega ao Sol ou dá uma volta
Só para tever?
Não vê que ele inventa
Roupa insiderável de viver no Sol.
Põe o pé e:
Mas que chato é o Sol, falso touro
Espanhol domado.
Restam outros sistemas fora
Do solar a colonizar.
Ao acabarem todos
Só resta ao homem
(estará equipado?)
a dificílima dangerosíssima viagem
de si a si mesmo:
Pôr o pé no chão
Do seu coração
Experimentar
Colonizar
Civilizar
Humanizar
O homem
Descobrindo em suas próprias inexploradas entranhas
A perene, insuspeitada alegria
De con-viver.
(drummond)
6.16.2008
reflexões & metáforas
Acho que gosto de ser versátil.
E acho que sou mesmo um pouco.
Gosto de observar os normais para estudar os espectros da minha loucura.
Moro na representação em miniatura da sociedade, com governo, burguesia e povo.
O artista sempre incomoda o governo, que parece gostar um pouco disto.
Os traços passam de mim para o mundo assim como Luara saiu de um ventre e foi para um ânus: reprimidos. COMPRIMIDOS entre uma idéia e um ideal, entre um ser e um modelo, entre o real e a ilusão. Acho que aos poucos começo a compreender a magia oculta pela tarja preta que rotula as caixinhas de drogas lícitas e acaba por também NOS rotular.
Sim, somos sombrios, mas não por sermos envoltos por uma névoa negra, mas por nos imaginarem assim.
A insônia também tem seu encanto.
Perguntei ao café para melhor esclarecimento.
Ele me disse que tem tanta insônia que precisa passar sempre um pouco para alguém, para evitar explosões.
Acho que a vida confunde surpresa com impactos imprevisíveis dispensáveis.
É como trocar suco de fruta de pomar por tang de morango.
Elá vou eu mais uma vez me render ao vício de transformar frustração em achismo.
[l.n.r.]
E acho que sou mesmo um pouco.
Gosto de observar os normais para estudar os espectros da minha loucura.
Moro na representação em miniatura da sociedade, com governo, burguesia e povo.
O artista sempre incomoda o governo, que parece gostar um pouco disto.
Os traços passam de mim para o mundo assim como Luara saiu de um ventre e foi para um ânus: reprimidos. COMPRIMIDOS entre uma idéia e um ideal, entre um ser e um modelo, entre o real e a ilusão. Acho que aos poucos começo a compreender a magia oculta pela tarja preta que rotula as caixinhas de drogas lícitas e acaba por também NOS rotular.
Sim, somos sombrios, mas não por sermos envoltos por uma névoa negra, mas por nos imaginarem assim.
A insônia também tem seu encanto.
Perguntei ao café para melhor esclarecimento.
Ele me disse que tem tanta insônia que precisa passar sempre um pouco para alguém, para evitar explosões.
Acho que a vida confunde surpresa com impactos imprevisíveis dispensáveis.
É como trocar suco de fruta de pomar por tang de morango.
Elá vou eu mais uma vez me render ao vício de transformar frustração em achismo.
[l.n.r.]
descobrindo o formato da cabeça.
A queda voluntária de cabelos á como o sexo na beira de seu clímax. Mas o primeiro é o prazer visto como doença, assim, dessas bem cabeludas, cuja cura é um bilhete pálido no interior de uma garrafa flutuante em alto-mar que ninguém sabe se sobreviverá até a praia.
[l.n.r.]
[l.n.r.]
resgate de harmonia.
Meu sexto sentido tem sido eficaz. Tenho que dar atenção às coisas estranhas que eu sinto. É difícil traduzir o que elas tentam me dizer através de sua não-usual linguagem de estranhamentos.Estou tão apegada à linguagem verbal... a mais simplória e óbvia das linguagens. Todavia, não há muito com o que se preocupar, é só sentir e a resposta vem depois. Caso não venha, pode ser pelo simples fato de que não deve ser racionalizada. E assim vou [re]construindo minha harmonia. Não vou sofrer com as auto-revelações negativas. Se minha consciência as recebeu, é porque as mereço. Sou grata. Vou enfrentá-las, vou desvendá-las, decodificá-las. E assim construo também meu equilíbrio, e vai se desenvolvendo a minha força. Não preciso ser independente o tempo todo, mas continuo não dependendo de ninguém, vim sozinha a este mundo, sozinha estou e sozinha partirei. O que preciso é encaixar a hora da fraqueza no nicho certo, de modo que ela não me cause um desequilíbrio. Não preciso ser exatamente mediana para ser equilibrada. As cores do mundo não são suficientes para pintar todas as nuanças da gama do sentir. Somos tão confusos por sermos tão fechados no quesito do sentir, estacionamos, temos medo de buscar profundamente. Definir tudo como abstrato é covardia. A alienação causa frustração. A vida é uma eterna busca, mas como se fica quando não se sabe exatamente o que buscar? Não quer dizer que isto torna alguém vazio. Vazio... este termo é vazio... por ser tão vago. É bom se sentir serena. É bom explorar e colher frutos dos jardins da paz interior. E é desesperador sentir que os jardins na verdade não existem, que não há verde que contraste com o interminável cinza do concreto interior. É tão desesperador porque é uma mentira, e a mentira cursou tão bem a escola de ilusão que consegue ser gigantesca e minúscula ao mesmo tempo, deixando o mentiroso confuso, frustrado, desesperado. A paz-interior nunca te abandona, você é que deixa de procurá-la. Ela é sutil, e muitas vezes deixamos sentimentos fortes e gritantes ofuscarem a paz, que opostamente aos sentimentos que a ofuscam, é eterna, tranquila, leve, não precisa gritar pra anunciar presença. Mas ainda assim, pra quem deixou-a perder-se dentro de si, só tenho uma coisa a dizer: o auto-controle ativa a paz.
[l.n.r.]
[l.n.r.]
Néctar x Veneno
Só vê graça em viver na mentira aquele que nunca provou o incontestável prazer da verdade.
Afinal, a verdade é um néctar e a mentira, um veneno.
[l.n.r.]
Afinal, a verdade é um néctar e a mentira, um veneno.
[l.n.r.]
6.14.2008
"Conselho de um velho apaixonado
Quando encontrar alguém e esse alguém fizer
seu coração parar de funcionar por alguns segundos,
preste atenção: pode ser a pessoa
mais importante da sua vida.
Se os olhares se cruzarem e, neste momento,
houver o mesmo brilho intenso entre eles,
fique alerta: pode ser a pessoa que você está
esperando desde o dia em que nasceu.
Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo
for apaixonante, e os olhos se encherem
d'água neste momento, perceba:
existe algo mágico entre vocês.
Se o 1º e o último pensamento do seu dia
for essa pessoa, se a vontade de ficar
juntos chegar a apertar o coração, agradeça:
Algo do céu te mandou
um presente divino : O AMOR.
Se um dia tiverem que pedir perdão um
ao outro por algum motivo e, em troca,
receber um abraço, um sorriso, um afago nos cabelos
e os gestos valerem mais que mil palavras,
entregue-se: vocês foram feitos um pro outro.
Se por algum motivo você estiver triste,
se a vida te deu uma rasteira e a outra pessoa
sofrer o seu sofrimento, chorar as suas
lágrimas e enxugá-las com ternura, que
coisa maravilhosa: você poderá contar
com ela em qualquer momento de sua vida.
Se você conseguir, em pensamento, sentir
o cheiro da pessoa como
se ela estivesse ali do seu lado...
Se você achar a pessoa maravilhosamente linda,
mesmo ela estando de pijamas velhos,
chinelos de dedo e cabelos emaranhados...
Se você não consegue trabalhar direito o dia todo,
ansioso pelo encontro que está marcado para a noite...
Se você não consegue imaginar, de maneira
nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado...
Se você tiver a certeza que vai ver a outra
envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convicção
que vai continuar sendo louco por ela...
Se você preferir fechar os olhos, antes de ver
a outra partindo: é o amor que chegou na sua vida.
Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes
na vida poucas amam ou encontram um amor verdadeiro.
Às vezes encontram e, por não prestarem atenção
nesses sinais, deixam o amor passar,
sem deixá-lo acontecer verdadeiramente.
É o livre-arbítrio. Por isso, preste atenção nos sinais.
Não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem
cego para a melhor coisa da vida: o AMOR !!!"
Eu me interesso....e digo: Te Amo !!!!!!!!!!!
Carlos Drumond de Andrade
6.13.2008
Mecanismos que Ego crio
Mecanismos que Ego crio
Mecanismos que Ego crio
Mecanismos que Ego crio
Mecanismos que Ego crio
Mecanismos que Ego crio
Mecanismos que Ego crio
Mecanismos que Ego crio
Mecanismos que Ego crio
Mecanismos que Ego crio
Mecanismos que Ego crio
Mecanismos que Ego crio
Mecanismos que Ego crio
Mecanismos que Ego crio
Mecanismos que Ego crio
EU!
[l.n.r.]
Mecanismos que Ego crio
Mecanismos que Ego crio
Mecanismos que Ego crio
Mecanismos que Ego crio
Mecanismos que Ego crio
Mecanismos que Ego crio
Mecanismos que Ego crio
Mecanismos que Ego crio
Mecanismos que Ego crio
Mecanismos que Ego crio
Mecanismos que Ego crio
Mecanismos que Ego crio
Mecanismos que Ego crio
Mecanismos que Ego crio
EU!
[l.n.r.]
6.09.2008
buscadores
A Busca não é para sonhadores fúteis, nem para neuróticos que procuram os ombros de algum guru em que possam se apoiar pelo resto de sua vida. Existe uma profusão de cultos dispostos e prontos a servi-los. A Busca é para os que compreendem que há um trabalho real a ser feito, sobre eles, para eles e dentro deles.
QUEM MORRE?
Morre lentamente quem não viaja,
quem não lê,
quem não ouve música,
quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito,
repetindo todos os dias os mesmos trajetos,
quem não muda de marca,
não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz,
quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho,
quem não se permite pelo menos uma vez na vida fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante.
Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior que o simples fato de respirar. Somente a perseverança fará com que conquistemos um estágio esplêndido de felicidade...
quem não lê,
quem não ouve música,
quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito,
repetindo todos os dias os mesmos trajetos,
quem não muda de marca,
não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz,
quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho,
quem não se permite pelo menos uma vez na vida fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante.
Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior que o simples fato de respirar. Somente a perseverança fará com que conquistemos um estágio esplêndido de felicidade...
6.07.2008
eu pergunto a você no mundo
é mais inteligente o livro ou a sabedoria?
o mundo é uma escola
a vida é um circo
AMOR
palavra que liberta
já dizia o profeta
o mundo é uma escola
a vida é um circo
AMOR
palavra que liberta
já dizia o profeta
6.02.2008
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